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"O Brasil é o Herói do mundo em matéria de Indústria, pois além das imensas dificuldades ainda é destaque no mercado internacional pela sua criatividade, honestidade e qualidade nos produtos."
(Marcelo Cunha, em entrevista a inforpets, janeiro 2009) |
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Brasil x China: pequenas empresas são as mais atingidas pela importação de produtos chineses.
A pesquisa Sondagem Especial China, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na quinta-feira (3 de fevereiro), mostra que 45% das indústrias brasileiras que competem com empresas chinesas perderam participação no mercado interno em 2010 e que uma em cada quatro sofre reflexos dessa concorrência (28%), sendo o grupo das pequenas empresas o mais atingido. Já os segmentos mais afetados pela presença da China no mercado brasileiro são o de material eletrônico e de comunicação , têxteis, equipamentos hospitalares e de precisão, calçados e máquinas e equipamentos . No caso de material eletrônico e de comunicação, a disputa fica ainda mais intensa, atingindo mais de 70% das empresas desses setores.
A disputa não fica só no Brasil, tratando-se do mercado externo, a disputa fica ainda mais intensa. Os dados mostram que 52% das empresas brasileiras exportadoras competem com produtos chineses no mercado externo.
Um dado animador é que 50% das empresas industriais brasileiras já definiram uma estratégia para enfrentar a competição com produtos chineses, dentre elas, investir em design e qualidade dos produtos, bem como redução de custos e ganho de produtividade.
Fonte: http://blog.nei.com.br/ |
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Não bastasse esta concorrência, quase desleal seguem 50, isso mesmo, 50 fatores que tornam mais difícil a vida das indústrias no Brasil.
1. O predomínio do projeto de estabilização (que já cumpriu seu papel), em detrimento de um projeto de crescimento;
2. O mercado (consumo) interno instável e em queda;
3. O temor infundado da volta da espiral inflacionária;
4. A tabela do Imposto de Renda sem correção real há anos;
5. A maior taxa de juros do mundo;
6. A falta de solução para o spread bancário;
7. A falta de crédito para a pequena e média empresa;
8. O difícil acesso por todos a financiamentos diretos do BNDES;
9. A recente distorção do bom conceito de fim da cumulatividade, como artifício para o aumento da carga tributária e de
distorções nas cadeias produtivas, com o PIS e a COFINS;
10. A elevação da COFINS e do PIS seu efetivo aumento dos custos;
11. A falta de prioridade efetiva à reforma trabalhista, perpetuando custos e regulamentações excessivas, que só estimulam
o crescimento da informalidade;
12. A concorrência desleal com importados legais e ilegais, o contrabando desenfreado;
13. A pirataria crescente em várias cadeias produtivas;
14. O Parlamento em constantes entendimentos com o Executivo criando projetos que sempre levam a novas taxas e
impostos;
15. A impagável carga tributária atual + guerra fiscal entre estados;
16. A enorme burocracia para o dia a dia das empresas;
17. As inúmeras greves no setor público e seus danos às indústrias;
18. Os intermináveis entraves nos portos;
19. As péssimas condições das rodovias elevando o custo do frete;
20. A perenização e o aumento da CPMF;
21. A falta de investimentos em geração e distribuição de energia;
22. A escassez da água e a cobrança da taxa de utilização;
23. As taxas do Ibama, do lixo, de iluminação, de esgoto e outras;
24. O custo São Paulo, IPTU, taxa do Lixo, trânsito, doenças, tempo de locomoção dos trabalhadores;
25. A indústria das multas de trânsito;
26. A indústria de multas da Receita Federal, Receita Estadual e uma infinidade de outros organismos. Quem nos
defende do Estado?
27. O incompreensível prazo de pagamento dos tributos antes do recebimento da duplicata que gerou o fato devedor;
28. O Imposto de Renda para pagamentos de despesas com feiras no exterior;
29. A CIDE sobre aquisição de softwares, impedindo novas tecnologias e atrasando o país;
30. O PIS e a COFINS sobre a importação de matérias-primas: partes, peças e insumos;
31. As diversas interpretações fiscais sobre um mesmo tema, gerando e alimentando a indústria das multas;
32. O furor das agências reguladoras travando o funcionamento;
33. A tabela do SIMPLES que não tem correção há oito anos;
34. A necessidade de um SIMPLES trabalhista para as micro, pequenas e médias empresas;
35. A necessidade de desoneração dos investimentos;
36. A necessidade de desoneração da produção;
37. O elevadíssimo custo de gestão das questões do Estado dentro das empresas;
38. A imposição de 10% adicional de multa sobre o FGTS dos funcionários para corrigir planos antigos de governos;
39. O aumento brutal da CSLL;
40. A pressão do Estado por doações e para que o empresariado o substitua em inúmeros temas sociais;
41. O aumento do roubo de cargas e seus custos crescentes nos fretes;
42. A falta de segurança para ir e vir do trabalho;
43. A indefinição da Lei de Falências;
44. A Receita Federal e suas multas milionárias e indevidas, originárias de "interpretações" de fiscais;
45. A filosofia de tributar os que já pagam, beneficiando aqueles que sonegam;
46. Os crescentes índices de informalidade na economia;
47. A crescente e florescente idéia que permeia a sociedade de que sonegar é preciso, elevando a informalidade;
48. O custo Brasília;
49. A maior transferência de renda que se tem notícia na história brasileira da sociedade e das indústrias, para o
sistema financeiro;
50. A brutal concentração de riqueza, a má distribuição de renda e arrefecimento da corrupção.
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